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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Medo de amar... Por quê?

Quase sempre esquecemos que nem todos os “pratos estão eletrizados”

Já é tarde da noite e lá fora há um silêncio rural, interrompido somente pelo vento, e que hoje está mais forte, anunciando uma nova estação. A impressão que tenho é que tudo está tranqüilo lá fora e aqui dentro de minha alma. Mas não seria só uma impressão?


O fato é que tenho em minhas mãos um livro que se tornou meu amigo e conselheiro nesses últimos dias. De autoria do pesquisador e escritor Roberto Shinyashiki e Eliana Dumêt – ele trata sobre diversos assuntos ligados ao relacionamento humano, inclusive o medo de amar. Paro na página que acabo de ler e começo a escrever como que a me certificar do que aprendi, mas também para partilhar com você, leitor, algo que, segundo imagino, lhe fará o mesmo bem que fez a mim. Você já sentiu medo de amar? De relacionar-se com profundidade? Sabe de onde vem esse medo?

O escritor narra um experimento realizado pela Psicologia, que responde, de forma figurada, a esta e a outras perguntas ligadas a este assunto: o amor. Um cientista colocou um ratinho em uma gaiola para avaliar o comportamento dele. Ele conta que, no início, o animal ficou passeando de um lado para o outro, movido pela curiosidade. E ao sentir fome, dirigiu-se ao alimento depositado lá. No entanto, ao tocar no prato, no qual o pesquisador havia instalado um circuito elétrico, o animalzinho levou um grande choque, tão forte que, se não desistisse de tocá-lo, poderia morrer.

Depois do ocorrido, o camundongo correu na direção oposta ao prato. Se pudéssemos perguntar-lhe se ele estava com fome, certamente responderia que não, porque a dor provocada pelo choque, com certeza, faria com que desprezasse o alimento naquele momento. Depois de algum tempo, porém, o ratinho entrou em contato com a dupla possibilidade de morte: pelo choque ou pela fome. Contudo, quando a fome se tornou insuportável, o animal, vagarosamente, foi novamente em direção ao alimento. Nesse meio tempo, no entanto, o pesquisador desligara o circuito. O prato não estava mais eletrificado. Porém, quando quase iria tocá-lo, o ratinho teve a sensação de que levara um segundo choque. Houve taquicardia, os pêlos ficaram eriçados e ele correu, mais uma vez, em direção oposta ao prato. Se lhe perguntássemos o que havia acontecido, a resposta seria: “Levei outro choque”. Embora a energia elétrica estivesse desligada, e ele não soubesse disso...

A partir desse momento, o ratinho vai entrando numa grande tensão e seu objetivo passa a ser o de encontrar uma posição intermediária entre o limite da fome e o da obtenção do alimento, para que tenha certa tranqüilidade. Este estado é chamado de ponto de equilíbrio, porque representa uma posição entre o se fazer alguma coisa, no caso, alimentar-se e, ao mesmo tempo, evitar um novo choque.

É provável que você esteja se perguntando: “Mas o que isso tem a ver com medo de amar?”
Eu diria: Tudo! Muitas vezes, vemos pessoas, ou até nos vemos a nós mesmos, “tomando choque”, sem nem mesmo tocar no “prato”. Basta analisar em quantas ocasiões sentimos vontade de convidar alguém para sair, conversar, ir à praia, ou ao cinema e não fizemos nada disso temendo levar o “choque” do não! Ou ainda, quantas vezes deixamos de dizer às pessoas o quanto elas nos fazem bem e as amamos, por medo de que o sentimento não seja recíproco e com isso nos sintamos rejeitados?

Segundo o pesquisador, isso é tomar um “choque sem tocar no prato”.

O fato é que experiências dolorosas do passado podem provocar um medo terrível de novos sofrimentos. Mas o pior é que quase sempre esquecemos que nem todos os “pratos estão eletrizados”, ou seja, nem todas as pessoas têm as mesmas inseguranças ou outras fraquezas que, algum dia, nos deram um “choque”.

Segundo estudos científicos, a compreensão do que sentimos, é o melhor estímulo de que precisamos para recomeçar.

Talvez, hoje, seja o dia propício para fazer uma pausa e pensar: “Será que alguma experiência dolorosa do passado continua exercendo influência sobre meu jeito de amar e sobre a profundidade de meus relacionamentos?”

Amar é a primeira condição para estarmos em constante comunhão com Deus. Não temos o direito de nos privar desta vocação maravilhosa que o Senhor imprimiu em nosso coração no ato da criação.

“Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo o que ama, nasceu de Deus, e chega ao conhecimento de Deus (...) Quem não ama não conhece a Deus Porque Deus é amor.” (cf. I João 4,7)

Que o Mestre do Amor nos encoraje a irmos além do medo, e amarmos com profundidade aqueles que Ele, – em Sua infinita bondade –, aproxima de nós.



Dijanira Silva
dijanira@geracaophn.com
Dijanira Silva Apresentadora da Rádio CN FM 103.7 em Fátima Portugal.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Em caso de despressurização

Eu estava dentro de um avião, prestes a decolar, e pela milionésima vez na vida escutava a orientação da comissária: "Em caso de despressurização da cabine, máscaras cairão automaticamente à sua frente. Coloque primeiro a sua e só então auxilie quem estiver ao seu lado." E a imagem no monitor mostrava justamente isso, uma mãe colocando a máscara no filho pequeno, estando ela já com a dela.
É uma imagem um pouco aflitiva, porque a tendência de todas as mães é primeiro salvar o filho e depois pensar em si mesma. Um instinto natural da fêmea que há em nós. Mas a orientação dentro dos aviões tem lógica: como poderíamos ajudar quem quer que seja estando desmaiadas, sufocadas, despressurizadas?
Isso vem ao encontro de algo que sempre defendi, por mais que pareça egoísmo: se quer colaborar com o mundo, comece por você.
Tem gente à beça fazendo discurso pela ordem e reclamando em nome dos outros, mas mantém a própria vida desarrumada. Trabalham naquilo que não gostam, não se esforçam para manter uma relação de amor prazerosa, não cuidam da própria saúde, não se interessam por cultura e informação e estão mais propensos a rosnar do que a aprender. Com a cabeça assim minada, vão passar que tipo de tranqüilidade adiante? Que espécie de exemplo? E vão reivindicar o quê?
Quer uma cidade mais limpa, comece pelo seu quarto, seu banheiro e seu jardim.
Quer mais justiça social, respeite os direitos da empregada que trabalha na sua casa.
Um trânsito menos violento, é simples: avalie como você mesmo dirige.
E uma vida melhor para todos? Pô, ajudaria bastante pôr um sorriso nesse rosto, encontrar soluções viáveis para seus problemas, dar uma melhorada em você mesmo.
Parece simplório, mas é apenas simples. Não sei se esse é o tal "segredo" que andou circulando pelos cinemas e sendo publicado em livro, mas o fato é que dar um jeito em si mesmo já é uma boa contribuição para salvar o mundo, essa missão heróica e tão bem intencionada.
Claro que não é preciso estar com a vida ganha para ser solidário. A experiência mostra que as pessoas que mais se sensibilizam com os dilemas alheios são aquelas que ainda têm muito a resolver na sua vida pessoal. Por outro lado, elas não praguejam, não gastam seu latim à toa: agem. A generosidade é seu oxigênio.
Tudo o que nos acontece é responsabilidade nossa, tanto a parte boa quanto a parte ruim da nossa história, salvo fatalidades do destino e abandonos sociais. E, mesmo entre os menos afortunados, há os que viram o jogo, ao contrário daqueles que apenas viram uns chatos. Portanto, fazer nossa parte é o mínimo que se espera.
Antes de falar mal da "Caras", pense se você mesmo não anda fazendo muita fofoca. Coloque sua camiseta pró-ecologia, mas antes lembre-se de não jogar lixo na rua e nem de usar o carro desnecessariamente. Reduza o desperdício na sua casa.
Uma coisa está relacionada com a outra: você e o universo. Quer mesmo salvá-lo? Analise seu próprio comportamento. Não se sinta culpado por pensar em si próprio. Cuide do seu espírito, do seu humor. Arrume seu cotidiano. Agora sim, estando quite consigo mesmo, vá em frente e mostre aos outros como se faz.
(Martha Medeiros)
 
 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Indecisão


Indecisão
                              (Aviões do Forró)

Quando você diz que me quer
Meu coração chora de dúvidas
Se realmente quer
Por que não fica comigo?
Dói no coração em saber
Que existe outro alguém com você
Ganhando seus abraços e seus beijos
Quem ama quer estar sempre perto
Quem quer, faz de tudo pra dar certo

Essa sua indecisão
Não faz bem pro meu coração
Que já se entregou por inteiro
Um lindo momento de amor
No meu pensamento ficou
Será que no momento sente o mesmo
Quem ama quer estar sempre perto
Quem quer, faz de tudo pra dar certo

(Refrão)
Se era pra ser assim
Então por que cuidou tão bem de mim?
Me seduziu, me enfeitiçou
Diz que me quer
Mais comigo não ficou

Essa sua indecisão
Não faz bem pro meu coração
Que já se entregou por inteiro
Um lindo momento de amor
No meu pensamento ficou
Será que no momento sente o mesmo
Quem ama quer estar sempre perto
Quem quer, faz de tudo pra dar certo

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A ponte e a rua sem saída

Acredito sinceramente que, independente de nosso preparo ou vontade, temos todos uma missão em nossas vidas.

Somos predestinados a viver esse ou aquele resultado, para tudo o que fazemos.

Não quero afirmar que tudo é pré-definido e pré-programado.

Ou ainda, que o acaso não existe. Longe disso. Quando afirmo sobre a existência dessa missão, na verdade quero refletir sobre questões maiores e bem mais amplas da nossa vida.

A missão sobre a qual quero refletir está, na verdade, muito mais relacionada às nossas vocações pessoais de vida. Tanto as que temos, quanto as que podemos desenvolver.

Estas vocações, igualmente, não estão relacionadas meramente à questão profissional ou à carreira de cada um.

Dizem respeito às nossas inclinações de vida e ao grande e real sentido que podemos dar a ela.

Vivemos, cada qual no seu ritmo, sob constantes dilemas e tensões, que dão claras indicações da nossa capacidade de suportar, bem ou mal, as tantas questões que afetam o nosso dia-a-dia.

E, baseado nisso, posso afirmar: a vida é eternamente feita de escolhas, pois sempre escolhemos o que fazer e qual caminho tomar.

Mesmo sob pressão, as decisões que tomamos na vida, do início ao fim, serão sempre nossas.

Não apenas elas, mas também o peso e o preço da responsabilidade de decidir.

Pode parecer uma reflexão simples, mas não é. Afinal, são as decisões tomadas que vão desenhar e determinar o rumo que toma a nossa vida.

Não importa a magnitude das escolhas. Das pequenas coisas às grandes causas, exercemos o chamado “livre arbítrio”, que é a liberdade de escolher qual o caminho a seguir ou a alternativa a escolher.

As chances de erros, ou de acertos, estão em nossas mãos.

Acertaremos algumas vezes e erraremos outras tantas.

Mas, o que é importante, não é acertar sempre. Até por que não somos absolutamente perfeitos.

Mais importante do que decidir corretamente é, acima de tudo, procurar aprender com as decisões que tomamos.

E qual o aprendizado e a experiência útil que podemos extrair delas.

O ideal é desenvolvermos em nós a convicção e a consciência de que tudo em nossa vida deve estar a serviço do nosso crescimento e da nossa evolução.

É interessante perceber como, em muitos casos, temos uma especial capacidade de dificultar as coisas à nossa volta.

Na visão de algumas pessoas, mesmo aquilo que possa ser aparentemente simples ganha curiosos contornos de complexidade.

O que torna tudo sempre mais “complicado”, inclusive para aqueles que cruzarem o caminho destas pessoas, de temperamento difícil ou suscetível demais.

E saiba: esse comportamento também é uma decisão.

Na vida, decidimos se queremos ser como uma “ponte”, caminho que leva, conduz e dá acesso a nós e a quem passar por nós.

Ou se queremos ser como uma “rua sem saída”, caminho que não é caminho e que, portanto, não leva a lugar algum.

Pois é assim que muitos são, sem perceber, obstáculos de si próprios, sem se aperceberem da importância que suas vidas têm.

Aqueles que mais parecem “uma rua sem saída”, tanto perdem tempo como impõem essa perda também aos outros.

Pessoas assim preocupam-se mais em disseminar suas fragilidades do que aquilo que possam ter de bom. Inconscientemente, acabam por dividir muito mais os seus egoísmos do que qualquer coisa de positivo.

Nossa missão e vocações devem ser norteadas por atitudes positivas e que nos façam crescer, com ganhos que não são exclusivamente nossos, mas também das pessoas que gravitam em torno de nós.

As pessoas “ponte” são positivas e sempre atraem para si pessoas que também são assim. São pessoas que querem chegar a algum lugar, mas não sozinhas...

Têm vontade de crescer e mais compartilhar seu crescimento.
Quero concluir, convidando você a ser uma "ponte"...

Uma grande ponte! Ser uma pessoa que tem acesso e que dá acesso!

Sejamos arquitetos do possível e do positivo, tanto para nós como para quem quer que cruze nosso caminho.

Pense nisso e até a próxima.


...

Créditos à minha amiga Claudiane, que me mandou esse lindo texto!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O tempo vooooooa

minhanossasenhora!
Estou realmente surpresa como o tempo passa rápido...

Estou ausente desde junho pq parei de vagabundar comecei a trabalhar e estou sem tempo pra NADA!
Passo uma boa parte do meu dia dormindo, pq senão viro zumbi. Tá, eu sei que dormir é perda de tempo, mas se eu não dormir eu fico nas nuvens o dia inteiro (Quem sou eu? Aonde estou? "Alá" o passarinho!), uma verdadeira songa monga. Agora, trabalhando, perco mais 8h horas do meu dia... Mas disso não posso reclamar, pelo menos tenho MEEEEEEEU dinheirinho no final no mês.

Já passou o Natal, Reveillón, com eles a depressão de fim de ano (quando vc se arrepende do tempo que perdeu, sem correr atrás dos seus objetivos, esperando que tudo se acertasse de repente), daí vc se toca que é ano novo, vida nova, faz planos e promessas - como se fosse realmente cumprí-las.

Por falar em cumprir promessas... Tenho uma novidade: Parei de roer unhas!!!!!!!! Nossa, isso foi um desafio pra mim, mas eu superei! - Depois comento aqui, se vcs quiserem saber, sobre um milagroso produto para unhas fracas que mudou a minha vida!

Janeiro já está quase indo embora, mas ainda dá tempo de desejar a todos um ótimo 2011. Desejo que esse ano seja repleto de determinação, de conquistas, de realizações, saúde, paz e muito, muito, muito AMOR, seja ele de qualquer jeito, pois o amor é a base de tudo.

Que esse ano realmente faça a diferença. Que seja marcante, indescritível, maravilhoso...

Beijos pra vocês
Espero voltar em breve

quinta-feira, 20 de maio de 2010

"Lutar sempre, vencer talvez, desistir jamais"


Meu intuito era fazer um post sobre "como vencer as barreiras da vida", mas acho que vai acabar saindo um desabafo.

A vida não é tão simples quanto se pensa... Quem não passa por dificuldades é pq não vive. Até pq viver não significa apenas estar vivo.

Tantas pessoas, tantos planos, muitas vidas, muitas balas perdidas, maníacos e pessoas sem coração.

Qual é o propósito da vida de uma pessoa que está cercada pela violência, pelas drogas, pela má influência?

É difícil ser guerreiro pra contrariar as normas da convivência. É difícil dar a volta por cima quando existem pessoas que durante muitos e muitos anos trabalham pra alcançar o sucesso, e dar de cara com um traficantes que são ricos, que tem tudo que quiserem, que de maneira erronea alcançaram o sucesso em dias.

E quando o erro é por diversão, ou simplismente aventura? Muitas vezes a justiça falha. Quem era pra nos proteger aceita subornos. E quem nos intimida está solto.

Às vezes é preciso fazer vista grossa a essas barbaridades. Querendo ou não, a desigualdade social é a grande responsável por isso tudo e será sempre um problema sem solução. sempre vai existir aquele que é mais poderoso, que se aproveita dos mais desfavorecidos economicamente. Mas é um problema que pode ser amenizado.

Vivemos num país onde a educação não é bem estruturada. A utilização das verbas e legislação não são bem administradas nem constituídas. Diante da falta de organização é difícil consertar um problema que já está bem implantado e evoluído.

A nós, guerreiros, que queremos fazer a diferença diante dessa loucura dos dias de hoje, é complicado ultrapassar todas as barreiras pra ser alguém na vida, pra conquistar nosso espaço. É preciso muita determinação. São inevitáveis aqueles momentos de angústia, que a gente pensa em desistir de tudo, perde a fé , a coragem e o medo toma conta, seguido pela depressão.

Portanto, é importante sempre insistir, nunca perder a fé, seguir o seu caminho e fazer a sua parte. ultrapassar barreiras, dar a volta por cima e nunca desistir, como disse o Che "Lutar sempre, vencer talvez, desistir jamais".